A mobilidade das informações como instrumento gerencial

Um grande teste para a sobrevivência das empresas entra em sua fase mais importante. Os fatores são de abrangência internacional, e o alcance de seus reflexos nas estruturas das organizações ainda não temos ideia de como será. Mas de algo podemos ter certeza: serão sobreviventes aquelas empresas que estão empenhadas em melhoria de produtividade na gestão de seus negócios, mantendo uma posição mais ousada e ao mesmo tempo mais austera de seus controles.

Incorporar tecnologia como suporte ao processo de gerenciamento dos negócios, por certo, proporcionará maior agilidade e o ganho de tempo será inevitável, provocando uma verdadeira revolução nos conceitos de custos usualmente utilizados. A globalização da economia trouxe consigo a necessidade de mais agilidade na tomada de decisões, provocando a ruptura com a prática administrativa até então utilizada.

A tecnologia oferece certos recursos para a geração e gerenciamento de informações, e os sistemas de informação bem como aplicativos e produtos tecnológicos estão cada vez mais sofisticados, propondo mudanças nos processos, estrutura e estratégia de negócios.

Desde que a tecnologia mobile se espalhou pelo mundo, uma série de aplicativos foram criados para auxiliar os mais diferentes tipos de profissionais, do gerenciamento de tarefas ao gerenciamento de equipes. Além de colaborarem para evitar o desperdício de recursos dessas empresas, esses aplicativos ainda facilitam processos internos e externos.

Utilizar sistemas corporativos projetados de forma totalmente modular e efetivamente integrados proporciona a geração de informação por um único toque em seus sistemas ou módulos e qualquer ocorrência de um fato, ou a entrada de uma informação, é automaticamente repassada para todas aquelas rotinas que a utilizam.

Muitas grandes corporações já usam o que a maioria das empresas nacionais encara como novidade; refiro-me ao universo de empresas de pequeno e médio porte que constituem a base da nossa economia, e que, naturalmente, terão dificuldades em se aparelharem com a necessária agilidade que o momento exige, quer pela necessidade de investimento, quer pela falta de domínio dos conceitos de gerência baseados em informações extraída dos sistemas integrados.

O grande desafio será combinar, na dose certa, equilíbrio na escolha do parceiro para o fornecimento de sistemas e o gerenciamento da mudança, o que chamamos de “A essência da transformação”.

Mas é preciso um cuidado: a tecnologia da informação, por si só, não é capaz de trazer ganhos para o negócio. Para que ela proporcione resultados efetivos, é preciso que esteja integrada a uma estratégia de negócio – ou seja, os investimentos devem estar diretamente associados a um objetivo organizacional, contribuindo para o seu alcance. Se não houver a preocupação de relacionar investimento de TI com objetivos de negócio, caímos no grande risco e possível erro de se implementar tecnologia cara e inútil, capaz de executar o que os técnicos esperam, mas não o que a empresa verdadeiramente precisa e busca.

Então precisamos pensar estrategicamente! Por que não buscar dados e transformá-los em informações que possam ajudar sua empresa no atendimento e na prestação de serviços, porém dentro de um plano realista? Afinal, é através desses dados que conseguimos decifrar informações preciosas para melhoria e crescimento da corporação.

O desenvolvimento de qualquer empresa configura atualmente no processo de informação e tecnologia que a submerge. Mas é importante ter em mente: ter tecnologia não é suficiente, é preciso desenvolver e gerenciar as informações que possam contribuir nesta inovação. É isso que fará toda a diferença!