Empresas familiares e o paradoxo da sucessão

Se observarmos, um expressivo número das empresas que se destacam no Brasil e no Mundo, são empresas familiares. Essas, atuam em diversos setores e mostram que podem ser modernas e competitivas, mesmo com uma grande presença familiar no seu controle acionário ou até em sua gestão operacional. E é sobre isso que vamos pensar estrategicamente hoje!

A economia de grande parte do mundo capitalista está alicerçada nessas organizações. Estabelecer essa representatividade, contribui para o aprimoramento de políticas públicas relacionadas ao empreendedorismo e ao sistema de produção doméstico, sem, contudo, ignorar outras variáveis relacionadas ao capitalismo.

E com o Brasil não é diferente! Quando estudamos o passado do país, vemos que a história da nossa economia foi escrita por esse modelo de negócio. Grandes indústrias que nasceram das necessidades regionais, somadas ao esforço pessoal de homens, mulheres e seus filhos, são hoje companhias de padrão e reconhecimento mundial.
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As ambições das novas gerações


Segundo pesquisa, sucessores de companhias familiares almejam deixar a própria marca nas insti
tuições e apostam em conhecimento técnico e experiência para conquistar espaço estratégico nas empresas

Pesquisa da consultoria PwC entrevistou representantes de 268 empresas familiares de 31 países e concluiu que os herdeiros têm se preparado mais antes de assumir cargos estratégicos nas organizações, o que aponta um caminho de maior profissionalização nesse tipo de companhia. Entre os membros da nova geração, 70% acumulam experiências em instituições externas, “o que quer dizer que eles conhecem o mercado e o funcionamento de negócios diferentes para levar conhecimento para dentro das firmas familiares”. É o que aponta Fabiano Tessitore, gerente de Auditoria e sócio da PwC Brasil. Em geral, os herdeiros começam de baixo e avançam de forma constante na empresa rumo ao topo. Isso é importante para fugir da impressão de que eles estão ali apenas por serem da família.

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Sonho do fundador: a continuidade da empresa familiar

Entender a cultura existente na empresa familiar auxilia o processo sucessório e facilita a gestão do herdeiro

As empresas familiares são a forma predominante de empresa em todo o mundo. Elas ocupam uma parte tão grande da nossa paisagem econômica e social que se quer nos damos conta. Além disso, esses empreendimentos são de extrema importância para o país, já que representam 20% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

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Herança não garante sucessão na gestão da empresa familiar

De acordo com Pedro Podboi Adachi, existe uma grande confusão entre herança e sucessão em empresas familiares

Ser o herdeiro do negócio não significa que você será necessariamente o sucessor na direção da empresa familiar. A própria legislação brasileira promove essa confusão ao usar o termo “Direito das Sucessões” para disciplinar normas que regem a herança, mas é preciso tomar cuidado.

O alerta é do consultor em empresas familiares Pedro Podboi Adachi, que ressalta que ser herdeiro não significa que a sucessão está pronta ou que será concretizada quando o fundador não estiver mais no comando.
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Como grandes empresários resolvem problemas de sucessão em empresas?

Fazer uma sucessão não é tarefa das mais fáceis, ainda mais quando este processo transita na cúpula das empresas familiares. E o caminho para um final feliz pode estar tanto na psicanálise quanto nas boas práticas administrativas. Aqui veremos um exemplo real.

Quando pensou no futuro da Dudalina, empresa que fundou um tanto acidentalmente, fruto de uma compra excessiva de tecidos, em 1957, Adelina Hess viu que ele, o futuro, era bom. Mas só se a empresa sobrevivesse à própria família. É que a fundadora teve 16 filhos, e ela intuía que o dia em que os filhos de seus filhos chegassem ao comando seriam dezenas e dezenas de acionistas a exigir seu quinhão do negócio. A confecção poderia não resistir.

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