Como atingir os objetivos e metas da organização

Na última semana, falamos sobre estratégia, ou a arte de se alcançar resultados positivos por meio de um conjunto de medidas devidamente planejadas. Abordamos, num primeiro momento, a primeira etapa desta fina arte: o planejamento estratégico. Agora, falaremos sobre o segundo nível dessa jornada – o plano tático. Nele, diferentes áreas, departamentos e unidades de negócio se separam para definir seus níveis individuais de contribuição para as metas do todo. A compreensão sobre essa etapa é vital para o alcance dos objetivos e metas pretendidas pela organização.

A “tática” (do grego taktiké ou téchne; arte de manobrar [tropas]) é qualquer elemento componente de uma estratégia, com a finalidade de se atingir a meta desejada em um empreendimento qualquer. O planejamento tático, nas empresas, é orientado nas unidades menores e subdivisões. Ele não é nada mais, nada menos que o detalhamento e especificação do planejamento estratégico para cada setor e área da empresa. A diferença entre as duas etapas reside em sua abrangência: enquanto a estratégia busca visão “macro”, de conjunto ou, por assim dizer, sistêmica, relativa ao negócio como um todo, a tática ocupa-se de visão “micro”, no sentido elementar ou particular em relação ao todo. Numa comparação mais simples, tática seria “como” realizar determinada função, em oposição à estratégia, mais próxima de “o que” deve-se realizar.

Não é à toa que, no sentido bélico e militar, a tática também pode ser entendida como a fração da arte da guerra que trata da disposição e manobra das forças durante o combate ou na sua iminência. Intimamente relacionadas, tática e estratégia se complementam, sendo a tática o olhar curto e específico enquanto a estratégia é o olhar total e a longo prazo.

O planejamento tático dentro da estratégia é o que determina o quanto um empresário ou líder é consciente sobre seu próprio negócio. Isso ocorre porque, sendo o tático um plano detalhado e individualizado para cada setor da empresa, caso o empresário não tenha total autoconhecimento sobre as fraquezas e forças de cada uma, o plano tático tem grandes chances de ser falho e acabar comprometendo os resultados finais. Como dito na última semana, autoconhecimento e autocrítica são essenciais para a construção de uma boa estratégia, e essas características se mostram ainda mais vitais no momento de aplicação do plano tático dentro do negócio.

A visão e compreensão do todo é indispensável para a prosperidade de uma empresa, mas ela deve estar sempre alinhada à visão individual e compartimentada de cada setor ou subdivisão. Isso permitirá não apenas uma maior assertividade na tomada de decisão, mas também relações empresariais mais saudáveis, uma vez que o bom líder deve ter consciência da importância de cada área do negócio e passar esta consciência para seus subordinados. Logo, o tático também adquire certa importância na melhora do fluxo de trabalho e dos relacionamentos dentro da organização.

Para aplicar o planejamento tático de uma forma frutífera dentro das empresas, é preciso pensar estrategicamente. Por mais completa e rica que seja uma estratégia, ela pode não render bons frutos ou até mesmo afundar um negócio se o plano tático não estiver incluso e bem definido. Grandes empresários, diretores e CEOs de empresas já consolidadas acabam com as maiores estratégias ao aplicarem um plano tático falho e generalizado, não levando em conta as diferenças e peculiaridades de cada unidade da empresa. Assim como o pensamento estratégico caracteriza um bom líder, o planejamento tático é responsável por separar “os meninos dos homens”, ou seja, os bons gestores dos maus. E a combinação dos dois, por sua vez, separa negócios de sucesso de iniciativas fracassadas e pré-datadas. Já escolheu seu lado?

  • Fonte: Antonio Carlos de Oliveira